segunda-feira, 14 de abril de 2014

Programação Semana Santa - 2014


Refletindo sobre a Conversão

   
    
     Certo dia, ao entardecer, eu estava sentado num rochedo perto da praia, observando as ondas. Elas vinham com força e morriam na praia. No vai e vem das ondas, uma cena me chamou atenção. Uma onda pequena veio na frente de uma onda grande e quando chegaram na praia a onda grande sufocou a pequena, esfregando-a na areia. Logo em seguida aconteceu o contrário, a onda grande veio na frente e a pequena atrás. Quando chegaram na praia, a onda grande foi limpando tudo e abrindo caminho para a pequena passar. Analisando aquelas duas situações, cheguei à conclusão de que aquelas ondas representavam a minha vida.
    Na primeira situação, eu era a onda pequena antes da conversão e do encontro com Deus e a onda grande era o caminho das desavenças, do egoísmo, o caminho que destrói. Na segunda situação, eu continuava a ser a onda pequena, porém, já convertido, com Deus no coração; e a onda grande era o próprio Deus que vinha na minha frente, abrindo e mostrando o caminho que devo sempre seguir. Todos nós fazemos parte de um plano grandioso, muito maior do que a nossa existência individual, em si e por si.
     Por isso, como diz a canção: “ao Pai voltemos, juntos andemos, eis o tempo de CONVERSÃO!!!"

                                                                                                         Colaboração – Regina e Maurilo

Pastoral da Pessoa Idosa - (Excertos de palestra do padre Fábio de Mello)


     A velhice, é um tempo em que a gente tem o direito de viver a doce inutilidade. Porque, por mais que a gente se torne um velhinho esperto, que não aceita que envelheceu...
     A gente não tem como fugir, mais cedo ou mais tarde na vida tem-se que experimentar o território desconcertante da inutilidade. Eu sei que a palavra é pesada, mas esse é o movimento natural da vida.
     Perder a juventude de alguma maneira, é também perder a sua utilidade. É consequência natural da idade que chega. Quando a gente vai perdendo as habilidades e as destrezas da juventude, experimenta essa inutilidade que a velhice proporciona. Mas veja pelo lado bom, porque temos que ser otimistas; a utilidade é uma coisa muito cansativa. Você ter utilidade pra alguém é uma coisa muito cansativa. Ta certo, realiza. Humanamente falando é interessante você saber fazer as coisas, mas eu acredito que a utilidade é um território muito perigoso, porque muitas vezes a gente acha que o outro gosta da gente, mas não. Ele está interessado naquilo que a gente faz por ele. E é por isso que a velhice é esse tempo, quando passa a utilidade e aí fica só o seu significado como pessoa. É um momento em que nos purificamos. É o momento em que a gente vai ter a oportunidade de saber quem nos ama de verdade. Porque só nos ama, só vai ficar até o fim, aquele que depois da nossa utilidade, descobrir o nosso significado.
     Por isso eu sempre peço a Deus que eu possa envelhecer ao lado das pessoas que me amem. Aquelas pessoas que possam me proporcionar a tranquilidade de ser inútil, mas ao mesmo tempo, sem perder o valor. (...) Eu peço a Deus sempre a graça de ter quem me coloque ao sol, mas sobretudo, alguém que venha me tirar depois. Alguém que saiba acolher a minha inutilidade. Alguém que olhe pra mim assim, que saiba que eu não sirvo pra muita coisa, mas que eu continuo tendo meu valor. Porque a vida é assim, (...) se você quiser saber se o outro te ama de verdade, é só identificar se ele seria capaz de tolerar a sua inutilidade. Quer saber se você ama alguém? pergunte a si mesmo: quem nessa vida já pode ficar inútil pra você, sem que você sinta o desejo de jogá-lo fora? É assim que descobrimos o significado do amor. Só o amor nos dá condições de cuidar do outro até o fim.
     Por isso eu digo: feliz aquele que tem ao final da vida, a graça de ser olhado nos olhos e ouvir a fala que diz: "você não serve pra nada, mas eu não sei viver sem você".
 
                                                                                       (excertos )

Cuidado com o "fake"

      Na internet, a palavra “fake” é utilizada para denominar e denunciar uma informação ou imagem falsa. Embora muitos se refiram a ela como brincadeira, é cada vez mais utilizada pelas razões erradas. “Fake” é, na verdade uma reedição do mesmo tipo de mentira com intenção de caluniar e macular a imagem de um individuo ou grupo,porém, potencializada pelo anonimato e alcance da internet. Neste ano de eleição, o jogo rasteiro começou cedo. 
      Os principais partidos estão se digladiando pela internet com um mar de mentiras muito bem produzidas. Cuidado! “Fakes” também estão presentes como conhecimento falso. De fato, tem muita bobagem bem escrita na internet, mesmo em sites de pesquisa apa- rentemente confiáveis. Mas, reflita: informação válida e consistente tem valor, não se encontra de graça, muito menos na internet. Em outras palavras, cuidado com os ‘wikis’,com manchetes falsas, com posts de redes sociais...etc.    
      À medida que as pessoas conseguirem distinguir o que é informação e opinião na internet, (e esses mecanismos ainda estão longe de serem criados), será mais fácil descobrir e ignorar os “fakes”. Mas, antes,é preciso separar os jornalistas que lidam com o problema de forma apaixonada e preocupada com a volta da censura - e esse te- mor merece todo o respeito - dos hipócritas, que de forma irresponsável usam a internet para enganar as pessoas e que se escondem sob o mesmo pretexto dos jornalistas legitimos. “A verdade vos libertará” Jo 8,32.
      Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!
                                                                         Colaboração - Marcelo Cabello

segunda-feira, 7 de abril de 2014


Nosso Caminho, nosso boletim informativo mensal, já se encontra à disposição na secretaria da paróquia e também na igreja. Para quem não tem condição de pegar, publicaremos aqui no blog alguns dos textos.
 


A vida venceu a morte!

Estamos terminando o tempo oportuno e fecundo da Quaresma, tempo forte de conversão, isto é, mudança de mentalidade e capacidade de ver as coisas com outros olhos, com o olhar da fé em Cristo Ressuscitado e vencedor da morte. Certamente este período foi vivenciado por nós com bons propósitos, esforço e seriedade. Portanto, não foi mais uma Quaresma, mas o tempo de Deus (Kairós) agindo em nós. A Graça de Deus tudo transforma, desde que permitamos. Deus em sua infinita misericórdia aguarda o nosso sim, para que o seu amor, derramado abundantemente em nós por meio de Cristo, produza os frutos desejados por Ele, em vista de nossa realização pessoal e do bem comum.

         Neste Ano Jubilar, em que celebraremos, no próximo mês, mais precisamente no dia 18, os 50 anos da Diocese de Bauru, durante o período de Graça abundante chamado Quaresma, estamos refletindo sobre o “tráfico humano”, tema corajosamente assumido pela Campanha da Fraternidade. No tempo da faxina anual, no qual nos desfazemos do que pesa e atrapalha o nosso crescimento humano e cristão e reencontramos o que estava encoberto, esquecido ou escondido, nos colocamos, como comunidade de irmãos e irmãs em Cristo, numa atitude de docilidade para o “esvaziamento” do que precisa ser superado, e buscamos novas atitudes, um novo modo de ser e de agir, mais conforme a vontade de Deus para nós.

        Por meio da repetição de atos referentes à prática do jejum (lembrando que o jejum que mais agrada a Deus é a prática da justiça e da misericórdia), da oração e da caridade (gestos concretos em favor da vida, sobretudo dos pobres e vulneráveis) o tempo da Quaresma, com certeza, colaborou na formação de hábitos bons,  denominados virtudes (disposições firmes e duradouras para a prática do bem).

A Quaresma nos ofereceu a possibilidade de renascermos para uma vida nova.  Ao acolher o Cristo Vivo, assumimos o compromisso de promover e defender a vida, à luz da seguinte questâo:  o que eu devo fazer de bom para ser, de fato, um sinal de ressurreição e salvação no meu tempo terreno, enquanto caminho para a Casa do Pai?

Páscoa significa passagem. Jesus passou da morte para a vida. Também nós, com a força do Cristo vencedor, ressuscitado e presente no meio de nós, somos e seremos sempre capazes de passar de uma situação à outra. De passagem em passagem durante a vida terrena vamos melhorando e sendo o que podemos ser, até o dia da nossa passagem (Páscoa) definitiva para a Casa do Pai, da morte para a vida eterna.

Segue, na última página deste Informativo, a programação das atividades e celebrações da Semana Santa. Vamos participar com muita fé, esperança e amor no coração. Feliz e Santa Páscoa a todos e todas! A vida venceu a morte! Afinal, “o ser humano não nasce para morrer; morre para ressuscitar”!

Com a minha bênção, preces e gratidão, Pe. Ricci.